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domingo, 2 de outubro de 2011

Nem mesmo o tempo irá apagar você de mim!

Hoje sonhei com uma certa pessoa, e acordei com uma certa saudade, e me senti na necessidade de postar esta poesia do Fernando Pessoa. É o máximo que ainda posso fazer pra expor um sentimento que ainda existe...



Não se acostume com o que não o faz feliz,
revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

domingo, 1 de maio de 2011

Trocando em Miúdos


Assistindo a novela Insensato Coração, às vezes ouço esta música da autoria inigualável de Chico Buarque na voz perfeita de Maria Bethânia . Como sou sentimentalista nato, fico comovido, mesmo a música não fazendo parte da minha atual conjuntura.

Quem puder ouvir, tá ai o vídeo.





segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O Mendigo


Acabava de sair do serviço. Um dia nublado, chuvoso, e o meu dia também. Ao chegar no ponto de ônibus, deparei-me com um mendigo e suas tralhas ocupando metade do espaço. A outra metade estavam as pessoas tentando se privar dos chuviscos. Me juntei a elas e comecei a observar o mendigo, que preparava seu almoço atrás do banco. Num fogo baixo fritava algumas linguiças e refogava uma panela cheia de arroz, cuidadosamente. Jogou o leite fora porque havia estragado. Na beirada do banco, um galão de agua posicionado horizontalmente, para que a água saísse verticalmente como numa torneira. Ali lavou 2 tomates e um pé de alface, folha por folha, minuciosamente. Pegou tais tomates e os cortou em cubículos, depois Juntou com as folhas de alface numa vasilha plástica limpa, pois havia lavado no galão-torneirinha, e temperou tudo com o vinagre que estava guardado numa caixa dentro do seu carrinho de tralhas. Neste momento, todos do ponto estavam olhando a cena.Cheirou duas sacolinhas plásticas ,fez uma careta e Jogou ambas fora na lixeira coletiva. O arroz ficou pronto e as lingüiças já estavam no ponto, literalmente.

Pegou de suas tralhas uma toalha branca e forrou o banco. Colocou alguns pedaços de papelão, e nestes, sobrepôs as penelas quentes para não sujar o pano. Tirou um garfo e uma faca de dentro de uma sacolinha, lavou, sentou de pernas cruzadas e começou a almoçar.

Neste momento, todos estavam de boca aberta, tamanha delicadeza cuidado e afeição do mendigo com seus objetos e com sua comida. Tratava-os com amor.

Observei ele almoçar, e também a admiração que ganhou das pessoas que estavam comigo no ponto.

Meu ônibus chegou!

Lição: Cuide de tudo que possui. E se julgar pouco, mesmo que seja, cuide com valor, cuide com amor.

By Dand *-*